História do Prêmio
O Prêmio de Reportagem sobre Biodiversidade (BDRA) é um esforço conjunto da Conservação Internacional, o Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e a Federação Internacional de Jornalistas Ambientas (IFEJ). O ICFJ e a IFEJ são instituições reconhecidas e respeitadas que têm garantido o prestígio e a credibilidade da competição para esse prêmio com a mídia internacional.
Além desses parceiros internacionais, a CI está construindo e consolidando alianças nos países onde o Prêmio é sediado. Por exemplo, no Brasil, a iniciativa é promovida pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, uma parceria das organizações não-governamentais Conservação Internacional do Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica.
Realizações
1999 - O Prêmio é lançado como um projeto piloto na Guatemala e Guiana, com apoio do Marian Heiskel Charitable Fund. Dezenove jornalistas concorrem com 49 artigos. Robert Bazil e Edgar Arana viajam para a VIII Conferência do IFEJ em Bogotá, Colômbia.
2000 - Baseado no sucesso do ano anterior, o BDRA é expandido para Colômbia. Trinta e cinco jornalistas de 17 veículos de comunicação concorrem com 85 artigos. Os vencedores Jorge Jimenez, Miranda la Rose e Zilia Castrillon vão para o Cairo, Egito, para participar da IX Conferência do IFEJ.
2001 - Financiamento da Fundação Virginia W. Cabot permite a expansão da competição para três outros países: Bolivia, Brazil e o primeiro país africano,Gana. Entre 88 participantes, seis vencedores são escolhidos para participar da X Conferência do IFEJ na Alemanha.
2002 - Peru entra no lugar da Guatemala. Cento e quinze jornalistas competem com 222 artigos. Os seis ganhadores viajam para Baltimore, Maryland, nos EUA, para participar da XII Conferencia Anual da Sociedade dos Jornalistas Ambientais dos Estados Unidos (SEJ).
2003 - O Prêmio é organizado nos mesmos seis países. Além disso é organizado um projeto piloto, o Peru e a Bolívia lançam um prêmio para Rádio, com 18 artigos competindo em ambos os países. Seis vencedores, incluindo 125 jornalistas da imprensa escrita, participam da XIII Conferência do SEJ em New Orleans, EUA.
2004 - O Prêmio continua a ser organizado em seis países, mas Gana é substituída por Madagascar. O Brasil inaugura a nova categoria para Televisão. Os sete vencedores são convidados a participar do III Congresso Mundial da Natureza da União Mundial para da Natureza (IUCN), em Bangkok, Tailândia. Nesta edição do Prêmio, 109 jornalistas da imprensa escrita, representando 72 veículos de comunicação, participam da competição com 186 artigos. Na categoria de TV, 22 reportagens concorrem pela primeira vez representando 17 jornalistas de 11 programas de televisão.
2005 - Graças à Fundación Biodiversidad, Equador e Venezuela começam a participar no Prêmio, aumentando para oito o número de países integrantes dos concursos nacionais na categoria impresso - a categoria Televisão tem sua segunda edição no Brasil. Pela primeira vez realiza-se o Prêmio Andino, celebrando as melhores reportagens ambientais dos cinco países andinos. Em 2005, 212 jornalistas participam nas nove categorias do Prêmio, representando a 107 meios de comunicação e enviando um total de 376 reportagens impressas e 33 de televisão.
2006 - O Premio é realizado em nove países e 12 categorias. Nessa oitava edição do concurso participam 588 artigos impressos, escritos por 363 jornalistas e publicados em 148 jornais e revistas. Peru, com 104 reportagens, é o país com o maior número de inscrições. Realiza-se no Brasil, pela terceira vez, o concurso na categoria Televisão com 68 matérias. Os oito jornalistas ibero-americanos viajam a Madrid para assistir ao Oitavo Congresso Nacional do Meio Ambiente e os ganhadores do Equador e Colômbia recebem o Premio Andino.
2007 - O Premio é realizado mais uma vez em nove países e 12 categorias. Nosso parceiro, ICFJ , estendeu o certame a Belize e quatro paises da região do Cáucaso. Peru, com 146 reportagens, é o país com o maior número de inscrições. Os sete jornalistas latino-americanos viajam a Bariloche, Argentina para assistir ao II Congresso Latino-Americano de Parques e Outras Áreas Protegidas e os vencedores da Bolívia e México recebem o Prêmio Latino Americano.
2008 - O prêmio recebeu, no total, 559 matérias (incluindo 44 reportagens de televisão) enviadas por 332 jornalistas de 161 veículos de comunicação em 13 países: Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Madagascar, México, Peru, Venezuela e a região do Cáucaso (Armênia, Azerbaijão, Georgia e parte da Rússia). Os vencedores da América Latina ganharam uma viagem ao Congresso Mundial da Natureza da UICN, em Barcelona, na Espanha, em outubro. Os jornalistas Miriam Telma Jemio e Ramiro Escobar La Cruz conquistaram o primeiro e segundo lugares do Premio Latino-americano de Reportagem sobre Biodiversidade com reportagens sobre o impacto ambiental do comércio ilegal de morcegos na Bolívia e de um projeto de exploração de petróleo no Peru.
2009 – O prêmio foi realizado em novo países, incluindo Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e a região do Cáucaso. Foram recebidas 473 matérias assinadas por 297 jornalists de 124 meios de comunicação. Os vencedores do primeiro lugar de cada país foram levados ao 9º Congresso Mundial de Áreas Silvestres (WILD9) em Mérida, no México, em novembro. O Brasil participou da categoria Latino-americana pela primeira vez e roubou os holofotes. A renomada jornalista Liana John, da revista Terra da Gente, recebeu das mãos do Presidente da Conservação Internacional, Russ Mittermeier, o primeiro lugar dessa categoria. Mirna Echave, da Bolívia, ganhou o segundo lugar com uma reportage sobre o zambullidor, uma espécies nativa do Lago Titicaca.
2010 – O prêmio foi realizado na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Madagascar com a participação de 254 jornalistas de 109 meios de comunicação, que enviaram 438 matérias ao concurso. Os vencedores do primeiro lugar em cada um desses países foram levados a Cancun, no Méico, onde eles acompanharam a Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima, em dezembro.
Julgamento e Prêmios
O processo de julgamento ocorre pela internet. Painéis compostos por jurados selecionados para cada país avaliam as submissões ao BDRA via internet com a devida segurança necessária. O uso do website do BDRA permite que os organizadores do Prêmio selecionem os jurados entre experientes e qualificados jornalistas e acadêmicos de meio ambiente para julgar os artigos, independentemente de sua localização física.
O prêmio se consolidou como uma forte ferramenta, capaz de fomentar a cobertura de assuntos ambientais e de biodiversidade. Serve também para fortalecer alianças locais e internacionais. Incentivos como este prêmio servem para estimular os profissionais de jornalismo a escrevem artigos sobre meio ambiente, buscando cada vez mais espaço na mídia local.
Além do mais, as próprias cerimônias no países de origem têm se tornado eventos conhecidos e bem frequentados, que parabenizam não somente o trabalho dos jornalistas, mas também o compromisso dos veículos de comunicação. Por fim, a participação de importantes representantes governamentais e do setor privado nesses eventos tem incentivado também as editorias a apoiar cada vez mais o prêmio.

