O anúncio aconteceu na última quarta (9/10), durante cerimônia realizada em São Paulo

A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, uma parceria entre as ONGs Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica, divulga os vencedores da 12ª edição do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica. O anúncio aconteceu na última quarta-feira (9/10), durante cerimônia realizada na pizzaria Bendita Hora, em Perdizes, São Paulo. Na ocasião, foram apresentados os vencedores das categorias Jornal Impresso, Televisão e Revista, além da Menção Honrosa Marinha, uma votação online que elegeu o veículo de comunicação que mais se destacou na cobertura de temas ligados à conservação do mar e da costa brasileiros.

A iniciativa existe no Brasil desde 2001 e tem o objetivo de promover o jornalismo ambiental no Brasil, fomentar a produção de reportagens sobre a Mata Atlântica e reconhecer a excelência profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais. O Prêmio conta com o patrocínio de Bradesco Capitalização e apoio da TAM.

Acesse as fotos da cerimônia de entrega: http://goo.gl/jLelws

Crédito: Marcello Zambrana/inovafoto

Este ano, o Prêmio recebeu 108 inscrições, sendo 43 matérias na categoria Jornal Impresso, 36 reportagens na categoria Televisão e 29 matérias na categoria Revista. Confira os vencedores:

Menção Honrosa Marinha: 

TV Globo, programa Globo Mar: Ernesto Paglia, repórter, e Cristina Piasentini, diretora de jornalismo da TV Globo em SP, representaram a equipe.

Jornal Impresso:

  • 1º lugar – Giovana Girardi, do jornal O Estado de S. Paulo, com a matéria “Cacau tenta renascer com lema de protetor da Mata Atlântica” (publicada em julho de 2012);
  • 2º lugar – Suzana Fonseca Lopes, da Tribuna de Santos, com a matéria “Despejados do paraíso” (publicada em junho de 2012);
  • 3º lugar – Silvio Pinto Anunciação Neto, do Jornal da Unicamp, com a matéria “Paraty está aqui” (publicada em junho de 2012).

Revista:

  • 1º lugar – André Gomes Julião, da revista National Geographic, com a matéria “Ilha do medo” (publicada em maio de 2012);
  • 2º lugar – Liana John, da revista National Geographic, com a matéria “Os bons frutos da Economia Verde” (publicada em junho de 2012);
  • 3º lugar – Maria Guimarães, da revista Pesquisa Fapesp, com a matéria “Ramificações ancestrais” (publicada em junho 2012).

Televisão:

  • 1º lugar – Claudia Tavares, do programa Repórter Eco da Cultura, da TV Cultura, com a reportagem “Serviços Ambientais” (exibida em maio de 2012);
  • 2º lugar – Silvia Martinez, do programa Good News, da Rede TV!, com a reportagem “Mico Leão Dourado” (exibida em março de 2013);
  • 3º lugar – Luiz Antonio Malavolta, da Rede Record, com a reportagem “Máfia transforma o palmito da Mata Atlântica em algo altamente lucrativo” (exibida em fevereiro de 2013).

Os vencedores das três categorias receberam premiação em dinheiro, um certificado e um troféu sustentável, elaborado com algodão orgânico tingido com tintas naturais e madeiras caídas na natureza. Os primeiros, segundos e terceiros colocados em cada categoria receberam R$ 10.000,00, R$ 5.000,00 e R$ 2.500,00 respectivamente.

Nesta edição, o Prêmio estreou um novo site, que pode ser conferido em www.premioreportagem.org.br. Além de novos conteúdos e um novo design, o site tornou todos os processos do concurso – inscrição, votação do júri e apuração dos resultados – automatizados em ambiente online. A identidade visual do site também foi totalmente reformulada para que o visitante perceba melhor a conexão entre floresta e cidade, e assim possa estimular a cobertura de temas mais abrangentes que mostrem a relação da Mata Atlântica com o fornecimento dos serviços ecossistêmicos.

Depoimento dos vencedores:

Menção Honrosa Marinha:

Ernesto Paglia (TV Globo/ Globo Mar): “Estamos muito honrados com esse prêmio. Sou um grande amante do mar e me sinto agradecido por esse reconhecimento e que continuemos nesse trabalho para merecer novos prêmios”.

Jornal:

1º lugar – Giovana Girardi (O Estado de S. Paulo): “Fiquei muito feliz por ter recebido o prêmio, é a segunda vez que eu ganho, bicampeã. Mas da primeira vez que ganhei, estava em uma revista. Com a concorrência entre Jornal e Revista separadamente, os jornais têm oportunidade para suas matérias, o que dá mais força. Então, achei muito legal ganhar um prêmio da área ambiental com uma matéria boa em jornal. Isso mostra como os jornais, dando espaço para ambiente, têm condições de concorrer com outros veículos. É possível fazer matérias com investimento e profundidade também em jornal e ganhar prêmios. Essa valorização para a cobertura ambiental em jornal é a minha maior alegria.

2º lugar – Suzana Fonseca Lopes (A Tribuna): “Fiquei bastante feliz e honrada pela premiação. Não era esperado, foi o primeiro ano que me inscrevi no prêmio, fiquei sabendo por uma ligação. Não escrevo só para meio ambiente, minhas matérias são de temas variados e a matéria premiada é uma série de reportagem do litoral sul”.

3º lugar – Silvio Pinto Anunciação Neto (Jornal da Unicamp):“Prêmios que reconhecem o jornalismo ambiental no Brasil são de extrema importância para a sociedade. Servem como um estímulo para que, cada vez mais, sejam divulgadas as situações relacionadas ao meio ambiente. Tomo como exemplo nossa reportagem sobre Paraty. O município é bastante preservado, mas ao mesmo tempo possui áreas muito críticas que requerem uma atenção especial do poder público. Esse prêmio já está consolidado e parabenizo as organizações realizadoras do Prêmio. Primeira vez que me escrevo e já fui finalista”.

Televisão:

1º lugar – Claudia Tavares (TV Cultura) – Depoimento de Vera Diegoli, que a representou: “Estou muito emocionada, quase 22 anos após o início do Repórter Eco. Cada prêmio vencido reafirma que estamos no caminho certo e que não é difícil continuar. Dedico este prêmio a toda a equipe que se empenha muito e a todos que já passaram pelo Repórter Eco. Somos uma referência na TV Cultura e na TV brasileira”.

2º lugar – Silvia Martinez (Rede TV!): “O fato de ter recebido o prêmio mostra que o programa está no caminho certo. Já nos tornamos mais um canal de comunicação e divulgação sobre preservação, isso é o mais importante. É um reconhecimento do trabalho da equipe. Isso reforça a importância de uma emissora deixar uma equipe como a nossa fazer um programa desse tipo. É uma causa em que a equipe acredita. Não tratamos a questão do meio ambiente como trabalho, é a nossa paixão e temos a chance de trabalhar com o que gostamos”.

3º lugar – Luiz Antonio Malavolta (Rede Record): “Todo ano participamos do prêmio. Temos insistido em uma tese de que a mobilização pela Mata Atlântica é muito importante e torna os problemas visíveis. Então, procuramos sempre chamar a atenção com as denúncias. Essa matéria sobre a máfia do palmito, por exemplo, trouxe importantes conseqüências. Pensávamos que era algo menor e nos demos conta de que se trata de uma extensa rede, desde Santa Catarina até São Paulo. A denúncia também gera resultado e esse prêmio deixou isso claro. Logo após a veiculação da nossa matéria, a Polícia Ambiental de Santa Catarina autuou mais de 50 extratores de palmito na Serra do Mar e prenderam alguns. Mas, o que percebemos é que essas pessoas fazem isso por pura sobrevivência. A maioria das regiões onde isso acontece é onde o Estado está ausente. Em Santa Catarina, por exemplo, os municípios liberaram a extração de palmito para qualquer pessoa.

Revista:

1º lugar – André Gomes Julião (revista National Geographic):“Estou há cinco anos na cobertura ambiental e sempre acompanhei esse prêmio, lia as matérias vencedoras e pensava ‘Quem sabe um dia participo e ganho?’. O trabalho da CI-Brasil e SOS Mata Atlântica sempre me pautaram como referência e fico feliz por ter ganho dessa vez”.

2º lugar – Liana John (revista National Geographic): “Uma característica muito importante dos jornalistas ambientais é o desafio de lidar com os altos e baixos do espaço para a cobertura ambiental. O jornalista ambiental tem que ser insistente e teimoso. Esse prêmio reconhece o valor dessa teimosia é muito importante esse reconhecimento”.

3º lugar – Maria Guimarães (revista Pesquisa Fapesp): “Acho que esse prêmio tem duas características que são bem importantes. A primeira é a de dar reconhecimento para os veículos que divulgam a causa da Mata Atlântica e aqueles que estão de fora percebem que isso é importante e valorizado. Por outro lado, essa reunião da entrega do prêmio é sempre inspiradora para ver quem são as pessoas e de conversar com todos. Tenho muito carinho por esse prêmio”.

Sobre a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica

Parceria entre a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica foi criada em 1999 para ampliar a escala de atuação das duas organizações, a partir de uma estratégia comum, em favor da conservação da Mata Atlântica. Com a proposta de diminuir o processo de destruição de um dos biomas mais ameaçados do planeta, a união entre as instituições está fundamentada em duas linhas estratégicas: Áreas Protegidas e Comunicação para conservação. Dentre os principais projetos conduzidos pela Aliança estão o Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica e o Programa de Incentivo às Unidades de Conservação Públicas e Privadas da Mata Atlântica. Para conhecer mais sobre o Prêmio, visitewww.premioreportagem.org.br.

Contato de imprensa:

Marcele Bastos – Coordenadora de Comunicação
m.bastos@conservacao.org
(31) 3261 – 3889